Bolo de Cenoura com Café preto.

Bolo de Cenoura com Café preto.

domingo, 17 de março de 2013

Marcela, percebi que você gosta de Pesto, "es verdad"?

Nas primeiras semanas que cheguei a Barcelona, passei a comprar muito pão. Eu já gosto de pão por natureza, mas aqui, eu gosto muito mais. Seja doce, salgado, mole (o que quase não existe), duro, é tudo muito adorável. Só que eu gosto muito de pão com manteiga, e muita manteiga. Mas eu também gosto de muita manteiga muito mole...

O grande problema da minha vida em Barcelona é que a manteiga não fica mole. Mantequilla é durinha, durinha em qualquer lugar da cozinha. Creio que só vá amolecer, se ficar ao lado do fogão, ou dentro do "horno". "Entonces" como irrigar o pão? o pão durinho dessa terra mediterrânea? 

Depois de muito pensar e cansar do azeite de oliva, eis que fui no supermercado para comprar algum molho interessante. Depois de muito olhar, optei pelo Pesto em conserva. Não era uma coisa muito pensada, só uma urgência de irrigar o pão já que minha manteiga não dava conta. Bom, comprado o pesto, adorei a ideia, e repeti um zilhão de vezes a compra e passei a usar o bendito molho em tudo que eu fazia.

O Sergi percebei que eu gostava do Pesto e acabou me perguntando se eu sabia fazer. Perguntou porque me viu comendo o molho que, para ele, parecia simples de fazer e, eu ainda estava comendo em conserva. Imediatamente, respondi que não, e ele, provocativamente, disse que sabia. Bendito dia em que resolvi comprar Pesto em conserva para comer com pão. Só assim, um dia eu iria aprender a fazer um Pesto de verdade, seguro?

Esse foi o almoço de hoje, do domingo, em comemoração ao Aniversário da cidade de Aracaju, 17 de março.



Antes de comer a pasta com o Pesto, deveríamos comer tomates cerejas com Mozzarela Fresca de Búfala.
Dois pratos.
Tomatinhos fatiados ao meio.


"Marcela, você gosta de comida picante?"
- Sim, não há dúvida. Minha comida é muito picante. Tradição da família.
Pimenta Preta ralada.


Sal a gosto.


Fios de azeite, generosos.


A Mozzarela de Búfala Fresca é vendida a menos de 2 euros no Mercadona, um super daqui.
Deixamos descansar um pouco antes de comer.


Enquanto a mozzarela descansa, retiramos os talinhos do manjericão e deixamos só as folhas para a receita.
Então,
Folhas de Manjericão.


Rala-se o queijo parmesão.
Que, a propósito, é uma delícia.


A massa para a Pasta foi caseira.
Super diferente.


Às folhas de manjericão, acrescentamos um dente de alho.


E colocamos a massa para cozinhar por 13 minutos.


Mais manjericão.

Bastante azeite.


Coloca no mixer.
Faz isso delicadamente, para não triturar toda a mistura.
Antigamente, o Pesto era feito no pilão. Hoje vai no mixer, com delicadeza.
Coloca-se o queijo e bate tudo junto.


Foi mal a foto turva, mas o molho fica mais ou menos assim.
Fico devendo uma melhor de outra vez.


Pasta pronta, coloca para escorrer e depois acrescenta o Pesto.
Ele em temperatura natural.


Uma parte do molho mexe com o macarrão na panela.


Mais Pesto.


Depois servimos nos pratos.


Mais molhos em cima dos pratos para deixar perfumado, bonito e saboroso!


Meu prato.


O Sergi, catalão, filho de pai italiano e, por isso, italiano, comendo a massa caseira, com o Pesto que acabara de preparar!


Ao final, ainda teve sobremesa. Não me lembro do nome, mas era de um chocolate divino! E, ainda tinha casquina de sorvete crocante para beliscar, literalmente.

Buon Apetitto!!


Um prato de Sépia.

Antes, no entanto, de fazer uma parada na Feira cultural eu parei para tomar uma cerveja, ou uma "cervesa" como falam em Catalunya. Pedi uma Estrela e, alegremente, embora estivesse chovendo, fiquei feliz com cervesa gelada.



Mas era para ser só uma cervesa... no entanto, acabei almoçando, e almoçando de verdade. Pedi inicialmente uma saladinha, para comecar. E depois pedi um prato de Sépia. Este é um marisco da família das Lulas. É muito diferente. Chega a ser mais durinho que os "Calamares" como são chamados aqui. Fiquei surpresa. E, acompanhadas com batatas cozidas e tomates, relativamente cozidos, ou seja meio durinho e muito suculento, foi a melhor coisa do universo. Não lembro o nome do restaurante, é um fato. Estava caminhando, errante, quando passei por uma porta atrás de um café. Então, só lembro disso. Que entrando lá, não tomei café, mas descobri um mundo de sabores. Bom, como podem ver, metade do prato já tinha ido embora. Não me aguentei. Comi e depois tirei foto.


Bon appetite!


Feira Cultural Gastronômica de Terrassa, Catalunya, Espanya.

Ontem, em 16 de março fui a uma feira cultural em Terrassa, Catalunya, Espanya. Foi organizada pelo povoado e tinha o intuito de trazer trocas cutlurais entre os latinos. Desse modo, embora estivéssemos em Espanya, estávamos, alguns brasileiros organizados em torno de um stande de comidas brasileiras. Quem cabeceava o stand era a Angela do Catinho Brasileiro. O Cantinho é um restaurante que fica no Centro de Barcelona, perto da Via Laietana. Para a feira, Angela trouxe algumas "tapas brasileñas", as famosas coxinhas e quibes do Brasil. Claro, com o toque especial da sua cozinha na Catalunya. Seguem algumas fotos:



Essa é a estufa das Coxinhas, que a todo momento era aberta para vender aos clientes presentes. Havia ali muito brasileiros saudosos de suas "tapas" ou "salgadinhos".


Aqui, a filha da Angela servindo coxinhas para os clientes.


Hum... crocantes! Consegue sentir o cheiro?!


A Angela do Cantinho também servia outras guloeisas e prazeres brasileiros. Dentre eles, estão o famosíssimo Guaraná Antártica, a Cachaça 51 e o limão haiti. O limão e a cachaça em pouco tempo tornavam-se o famosa "Caipiriña". Deliciosa como o quê e que fazia toda a clientela muito feliz! 


Na foto, (da direita para a esquerda) a filha da Angela, a Katucha Bento, no meio, e a Angela, a própria. Katucha é a atual presidente da APEC (Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na Catalunya). A APEC  estava lá presente porque foi uma das apoiadoras da Feira e do estande do Brasil nesse intercâmbio de culturas.


Aqui, o Cris, comendo sua coxinha crocante, com todo o sorriso no rosto.


Foto final, meio que institucional. Somos alguns dos pesquisadores brasileiros presentes na feita. O Cris, no canto esquerdo, a Katucha e eu no meio, o Nivaldo no canto direito.


Para terminar a foto dos quibes atrás da estufa!